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Diario de uma mulher separada e seus conflitos existenciais...Textos prediletos, musicas... uma salada de quase 50 anos de vida...
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posted by Cris @
12:15 PM
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Terça-feira, Março 14, 2006  |
I hope it won´t take me too long to write again...
I was going through a "pain" of having to close my business. Too many taxes, no support from my husband, and many other things... I didn´t know that it would hurt so much.
My youngest son came back from the US and it seems that life for his has to go in his own way... He came back last July and he only decided to go after filling the documents...etc...etc...etc...in August. He found out yesterday that he had to do it much earlier...We all told him that but it seems that he didn´t pay attention on us. It´s sad to see someone blind like that. Life has a lot to teach him. He is not a bad kid...he is just a sweet one but he is too relaxed...
My youngest sister from the US has adopted him and I hope she can teach him that there are rules in life, in Colleges in business...and that time... we can´t buy...we can´t miss oppotunities... We have to be smart and accept the rules and try to learn from them.
posted by Cris @
11:10 AM
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Terça-feira, Agosto 17, 2004  |
Ja faz algum tempo que não escrevo nada...Ando numa fase muito triste de minha vida. Estou fechando "meu business" que lutei tanto para que desse certo. Certo deu mas faltou da minha parte o compromisso de "colocar algum dinheiro" e este não pude cumprir. A sensação de morrer napraia é HORRIVEL. Well... bola pra frete. Muitas vezes nao devemos confiar na palavra daqueles que nao te atendem quando vc precisa. Espero ter aprendido pelo menos isto. Daqui para frente quero contar so comigo mesma para tocar um "negócio".
posted by Cris @
12:19 PM
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Segunda-feira, Junho 21, 2004  |
"Love is not about finding the right person, but creating a right relationship. It's not about how much love you have in the beginning but how much love you build till the end."
"Love is blind but after experiencing it for a long time you should become familiar with some particular spots."
"Love is happiness given back and forth."

posted by Cris @
8:40 PM
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Quarta-feira, Maio 19, 2004  |
Não nos contaram...
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado e nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo prá gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
posted by Cris @
7:55 PM
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Hoje, estou muito triste...Ontem visitei minha concunhada, pessoa pela qual eu tenho muito carinho ae admiraçao, e ela esta tão nublada quanto eu ja estive um dia. Nossa !!! So quem ja passou por esta dor, de não enxergar um palmo na frente do nariz, é que sabe avaliar a dor do outro. Meu Deus ! Eu me pergunto sempre...Por que é que deixamos que a "doença" do amor unilateral nos pegue e nos aprizione. Quando a nuvem começa a sair da nossa frente é que a gente percebe ou descobre o quão doentes estávamos e a que ponto ou preço pagamos por ela. Uma coisa interessante aconteceu na minha vida. Eu sempre me julguei uma pessoa completamente NÃO rancorosa e me descobri com um bau de memórias dentro de mim que me doem a cada vez que "cutuco" no mesmo. Ontem mesmo estamos lembrando de um curso de fotografia que fiz convidada por minha irmã e irmão que estavam matriculados no mesmo. Eu ja tinha os tres filhos e o caçula era bebezinho. Adorei...Aliás todos em minha família ADORAMOS e temos cada um pelo menos uma boa máquina fotográfica. Bem... quando o curso encerrou , encerrou com um julgamento onde fotógrafos covidados deram os seus pareceres nas fotos pelos alunos escolhidas para este concurso. Tirei o segundo lugar. Fiquei toda...toda... Cheguei em casa por volta das 12:30 a.m. e para a minha surpresa...o marido estava uma onça me esperando com as chaves do carro na mão. Me puxou porta afora e me levou para a casa dos meus pais com o pretesto de me "DEVOLVER"... Virou-se para os meus pais e disse que aquela hora não era hora de uma mãe estar na rua... e que estava ali para me DEVOLVER... Me senti tão humilhada...tão pequena...tinha acabado de receber um premio, estava tão feliz...Bati o pé e voltei para casa para me juntar aos meninos. Coisinhas assim eu escondi de mim mesma...tentava não deixa-las brotar ... família em primeiro lugar. Que péssimo exemplo dei para os meus filhos me atropelando tanto... Lamento.
posted by Cris @
12:45 PM
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Domingo, Maio 16, 2004  |
Li isto no blogger do meu filho e me deu uma vontade de ter dito um relacionamento assim.
Para meus amigos...CASADOS.
O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe". Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar. Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.
posted by Cris @
11:41 AM
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Terça-feira, Maio 11, 2004  |
Nossa... Hoje tive a surpresa maior de minha vida... O juiz negou o meu pedido de pensao. É ... eu espero que ele nao passe por uma coisa dessa com uma filha, irma... Estou tao "sem entender" o que é justiça. Sera que justiça é vc depender do seu pai aos quase 50 anos de idade, quando o seu patrimonio é maior do que o dele? Sera que é justo ter mais de 1000 cabeças de gado no pasto e nao ter como fazer um supermercado, comer carne com mais frequencia? Dever condominio e empregada? É assim que o "meu marido" o qual , ja nao vivemos juntos ha 3 anos, pensa e acha justo. Ele faz as compras quando quer e entende...compra o que quer sem perguntar nada. Coisinhas simples assim...é dificil de se acostumar. Eu so quero viver minha vida com mais dignidade, andar de cabeça erguida, rir mais.
posted by Cris @
9:53 PM
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Segunda-feira, Maio 10, 2004  |
Mais um...
FALHAS
Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está mui faceiro caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho.
É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas.
Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, assim como as cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto podem surpreender.
Falhas: agradeça as tuas, que são o que te humaniza e nos fascina.
posted by Cris @
7:19 PM
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Quinta-feira, Maio 06, 2004  |
Enquanto me aqueço para meus desabafos, gostaria de compartilhar algumas coisas, textos que eu recebi e que sao otimos.
Aqui vai o primeiro de uma serie.
As mulheres da minha geração
Santiago Gamboa
Tradução livre de Luiz Augusto Michelazzo
É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações: As mulheres da minha geração são as melhores e ponto.
Hoje têm quarenta e picos, inclusive cinqüenta, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitoneam suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais.
Formosamente reais.
Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciados e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarta intento.
Que importa?
Outras, ainda que poucas, mantém um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kulbrick e do início do boom
latino-americano, são seres excepcionais.
Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.
Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiênico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida.
São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer,
quando nos enganam ou nos deixam.
Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El raton, de Cheo Feliciano, na Teja Corrida ou em Quebracanto, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman.
No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe,
que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama Teu amor é um jornal de ontem.
Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias,
dormindo em barracas e deixando-se picar pelos pernilongos,
porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida,
algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora madurez.
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano.
O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro. A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
posted by Cris @
6:55 PM
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posted by Cris @
6:42 PM
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Uma aluna muito querida me mandou este link. Voce coloca a frase na lingua escolhida e a bonequinha virtual le.
http://vhost.oddcast.com/vhost_minisite/demos/tts/tts_example.html
posted by Cris @
6:40 PM
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Estou aqui pensando por onde começar...Sendo uma mulher nos seus quase 50 anos tenho ja, uma longa HISTORIA ....
posted by Cris @
12:30 PM
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Resolvi começar a escrever os meus "desabafos". Separada e nao tendo com quem me desabafar muitas vezes... este será o meu catinho para tal.
posted by Cris @
12:14 PM
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